Representante da CSN afirma que rompimentos de barragens podem ser evitados

Gerente de mineradora foi ouvido em audiência na Câmara de Belo Horizonte
Da redação* / Ecológico - redacao@souecologico.com
Mineração
Publicado em: 24/07/2019

“Qualquer barragem bem monitorada pode ter seu rompimento evitado”, afirmou o gerente geral de Exploração Geológica da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN Mineração, Henrile Pinheiro Meireles, durante reunião da CPI das Barragens, nessa terça-feira (23/07), na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Meireles garantiu a segurança das barragens de rejeitos gerenciadas pela empresa, localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e a realização de ações mitigadoras de riscos a essas estruturas.

Ouvido pelos vereadores Edmar Branco (Avante), Irlan Melo (PR) e Pedrão do Depósito (PPS), Meireles trouxe informações sobre o processo de descaracterização das barragens B2 e B2 Auxiliar da Mina Fernandinho, localizadas à montante do Rio das Velhas, no município de Rio Acima, a aproximadamente 10km da Estação de Tratamento de Água (ETA) Bela Fama, que é a responsável por grande parte do abastecimento da RMBH.

Segundo ele, depois de considerada instável em 2018, a barragem B2 começou a ser descomissionada, assim como a B2 A que está acima dela. “As estruturas não contêm mais água. Há um monitoramento diário ao longo de toda a extensão delas, medindo a pressão, o nível de água e se há algum sismo. Não existe barragem que se rompe de repente, a não ser se houver um terremoto. Ela sempre emite sinais e sintomas do que está acontecendo”, garante Meireles, que não informou data de conclusão dos descomissionamentos, mas afirmou que elas não oferecem risco de se romperem.

Ainda segundo o gerente geral, caso alguma das barragens citadas se rompa, a macha de rejeitos não atingiria o Sistema Paraopeba, nem o Rio das Velhas, mas a turbidez afetaria a captação de água. No entanto, “a CSN tem convicção total da segurança dos trabalhos, principalmente, porque estamos erradicando esse sistema de barragens”.

Foto: Bernardo Dias/CMBHMais depoimento sobre ameaças ao abastecimento de água. Outro que prestou esclarecimentos à CPI foi o diretor da AngloGold Ashanti, Ricardo de Assis Santos. Assim como o funcionário da CSN, ele também afirmou que as três barragens de responsabilidade da AngloGold, que possuem rejeitos de extração de ouro, não trazem risco aos sistemas de captação de água que abastecem Belo Horizonte e seu entorno.

O diretor da empresa mineradora de ouro ainda esclareceu que, apesar da robustez do sistema implantado, a empresa vem realizando estudos e discutindo com os órgãos ambientais o descomissionamento das barragens e que possui plano de emergência para casos de rompimento realizado em conjunto com a Defesa Civil do município e estadual, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e comunidades. “Ainda assim, no caso de rompimento, a mancha não afetaria o Sistema Rio das Velhas, pois está à jusante dele.”

*Superintendência de Comunicação Institucional

Foto: Bernardo Dias/CMBH


Postar comentário