Marca de roupas testa equipamento de estamparia a laser ecologicamente correto; assista ao vídeo

Reserva estuda adquirir máquina e incorporá-la ao processo de produção
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Sustentabilidade
Publicado em: 24/07/2019

O processo de tingimento de roupas é considerado um dos vilões do meio ambiente. Em uma escala global, segundo estudos da Vogue, a indústria têxtil utiliza entre seis a nove trilhões de litros de água por ano, apenas para tingir tecidos. Além disso, quase três quartos de toda a água consumida por moinhos de tingimento terminam como resíduo não potável (uma pasta tóxica de corantes, sais, álcalis, metais pesados e substâncias químicas que são usadas para fixar as cores nas roupas) e prejudicial a qualquer ser vivo. Diante disso, a marca Reserva estuda um processo de estamparia a laser, que seria ecologicamente correto por diminuir o uso hídrico.

O diretor executivo da empresa, Rony Meisler, publicou um vídeo nas redes sociais no qual é mostrado o processo. “Qual é a técnica de estamparia menos poluente do mundo? Aquela que não usa tinta/química. Então, por que não estampar a laser? Sim. Você leu corretamente. A laser. Você chega, você escolhe ou cria a estampa, e nós estampamos a laser para você”, escreveu o CEO.

Ao Sou Ecológico, o diretor criativo da Reserva, Igor de Barros, complementou: "É uma técnica de despigmentação conseguido por queima. O processo é amigo da meio ambiente por não usar água e nem gerar sobras".

Aparentemente, a técnica impressiona. A reportagem procurou a empresa para saber se o equipamento já está em uso ou não. A Reserva disse que a máquina ainda não foi adquirida e está em fase de testes. Também não há uma previsão para a implementação dessa tecnologia na produção das roupas.


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