Sirenes de mineradora voltam a soar em MG

Moradores de Nova Lima deixaram suas casas no final de semana
Da Redação / Ecológico – redacao@revistaecologico.com.br
Alerta
Publicado em: 18/02/2019

Pelo menos 40 famílias tiveram de abandonar suas casas no distrito de São Sebastião das Águas Claras, conhecido como Macacos, em Nova Lima. Por volta das oito horas da noite do último sábado (16), sirenes da Vale foram acionadas para que os moradores procurassem locais seguros.

Até a manhã de domingo, 110 pessoas da região, localizada a 25 km de Belo Horizonte, haviam sido registradas. Dessas, segundo a empresa, 42 estão em hotéis e as demais em casas de parentes ou outros locais.

A mineradora informou que a medida é preventiva e se deve à divergência de análise do modelo geológico-geotécnico da barragem B3/B4 da Mina Mar Azul. A estrutura está inativa, mas foi reavaliada, segundo os Bombeiros, para o nível dois de alerta - o que indica risco de rompimento.

Essa barragem foi construída pela MBR, uma subsidiária da Vale, a montante. É o mesmo modelo das que se romperam em Brumadinho (em janeiro último) e Mariana (em novembro de 2015). A estrutura contém três milhões de m³ de rejeitos e faz parte do descomissionamento já anunciado pela empresa.

Imagem: Defesa Civil MG/reprodução
Imagem: Defesa Civil MG/Reprodução

Ações preventivas

A retirada das famílias em Nova Lima faz parte do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração. A medida é a mesma adotada em Barão de Cocais e em Itatiaiuçu há pouco mais de uma semana.

Se o plano tivesse sido adotado em Brumadinho, a destruição ambiental não seria menor, mas poderia ter evitado a morte de centenas de pessoas. Até a manhã desta segunda-feira (18), foram confirmados 169 óbitos; 141 pessoas permanecem desaparecidas.


Postar comentário