Testemunha que relatou problemas anteriores em barragem rompida será ouvida em CPI

Fernando Barbosa, funcionário da Vale há 18 anos, irá prestar um novo depoimento na ALMG hoje (08/07)
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Mineração
Publicado em: 08/07/2019

Continuando os trabalhos de apuração das causas e dos responsáveis pelo rompimento da Barragem da Vale em Brumadinho, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem, da ALMG, convocou Fernando Barbosa para prestar depoimento hoje (08/07).

Foto: Will Shuffer/ALMGFuncionário da Vale há quase duas décadas, Fernando contou em seu depoimento à Câmara dos Deputados, em 18 de junho, que o pai, Olavo Coelho, foi chamado às pressas pela engenheira geotécnica Cristina Malheiros para corrigir problemas estruturais da barragem na Mina Córrego do Feijão. O fato ocorreu em 2018.

“Começou a brotar lama na grama da barragem, no talude. Não foi pouca, não. Foi muita. Do centro para a ombreira esquerda. Se vazou, era porque, por dentro, já estava tudo comido”, disse ele na ocasião, confirmando que a barragem já apresentava problemas antes do acidente. Segundo o relato de Fernando, seu pai, que trabalhava há 40 anos na Vale, foi acionado de madrugada pela engenheira e considerava que os reparos feitos não seriam suficientes para evitar o colapso da estrutura. Olavo morreu soterrado pela lama de rejeitos de minério em 25 de janeiro último. O acidente deixou outros 269 mortos e desaparecidos.

A oitiva será realizada na ALMG a partir de 14h30, no Plenarinho IV. Manoel Wilton Alves de Souza, funcionário terceirizado e sobrevivente da tragédia, também será ouvido. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que estava na cava da Mina Córrego do Feijão durante e após o rompimento. E que não houve detonação de cargas explosivas após a tragédia. O horário em que ocorreram essas detonações no dia do rompimento é um dos pontos divergentes nos depoimentos de diversas testemunhas.

(*) Com informações da ALMG.


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