Um terço dos focos de queimadas na Amazônia tem relação com desmatamento

Análise foi feita por uma equipe brasileira da ONG internacional WWF
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 09/09/2019

Na Floresta Amazônia, 31% dos focos de queimadas registrados até agosto de 2019 se deram em floresta até julho de 2018. Os dados se deram depois de um levantamento realizado por uma equipe brasileira da Organização Não-Governamental (ONG) internacional WWF. O estudo foi embasado por imagens de satélite de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe.

Com isso, aproximadamente um terço dos focos de queimadas deste ano não tiveram relação com pastagens e demais áreas de gado, mas sim com queimadas que sucederam o corte de áreas florestais. Geralmente, na Amazônia, a utilização do fogo é uma das últimas fases do desmatamento depois do chamado “corte raso” das florestas.

Levantamento é da WWF-Brasil (Foto: Victor Moriyama/Greenpeace)
Levantamento é da WWF-Brasil (Foto: Victor Moriyama/Greenpeace)

Agosto causou uma preocupação mundial na Amazônia brasileira: a área com alertas de desmatamento foi de 1.394 quilômetros quadrados, um valor 120% maior do que o mesmo mês em 2018. Somente nos oito primeiros meses de 2019, a área total com alertas de desmatamento foi de 6 mil km², um valor 62% maior do que o observado para o mesmo período em 2018.

Além disso, o número de focos de queimadas na Amazônia, entre janeiro e agosto de 2019, cresceu mais de 110%, na comparação com o mesmo período de 2018. Ao todo, foram registrados 46.825 pontos, segundo a medição do Programa Queimadas do Inpe. Esse valor representa um aumento de 64% em relação à média dos últimos dez anos (2009 – 2018) para o mesmo período.


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