Unidades de Conservação da Amazônia sofrem com “explosão” do desmatamento

Dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 23/05/2019

O dado assusta, mas é a realidade. Somente nos 15 primeiros dias de maio deste ano, 7 mil hectares foram desmatados das Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia. Fica claro o avanço da derrubada da floresta brasileira ao compararmos os números com o período de agosto de 2018 até abril de 2019, quando pouco mais de 8 mil hectares haviam sido extraídos.

Primeiros 15 dias de maio deste ano foram de derrubada intensa (Foto: Ibama)
Primeiros 15 dias de maio deste ano foram de derrubada intensa (Foto: Ibama)

Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real do DETER e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornecem a taxa oficial de desmatamento da Amazônia.

A Floresta Nacional de Jamanxim, no Pará, foi a UC federal mais desmatada. O local é conhecido por ser uma área de maior conflito e palco de quadrilhas de grileiros.

Segundo consta em lei, as UCs são "espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção da lei”.

Falta de fiscalização?

Entre janeiro e maio do ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza (ICMBio) tinham aplicado quase 2.000 multas. Neste ano, no mesmo período, foram pouco mais de 1.100, apresentando uma queda de 45% em relação a 2018.


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