Vale considerava 7 barragens mais críticas que a de Brumadinho

Mina Córrego do Feijão era a 8ª que mais preocupava
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Mineração
Publicado em: 27/01/2020

A barragem I da Mina Córrego do Feijão, cujo rompimento em Brumadinho (MG) completou um ano hoje (25), era a oitava que mais preocupava a Vale. Um sistema interno da mineradora guardava uma lista intitulada "top 10", na qual se elencava as dez estruturas consideradas mais críticas. Todas tinham, segundo a lista, probabilidade de falha "acima do limite de aceitação”.

O sistema interno foi descoberto no curso das investigações e foi classificado de "caixa-preta da Vale" pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na última terça-feira (21), a instituição denunciou criminalmente 11 empregados da mineradora e cinco da Tüv Süd, empresa alemã que assinou a declaração de estabilidade da barragem de Brumadinho. A lista das "top 10" foi incluída na denúncia. São estruturas que também tinham sido classificados dentro da "zona de atenção", em outro documento que já havia se tornado público.

Reprodução/Vale
Reprodução/Vale

O topo da lista é ocupado pela Barragem Capitão do Mato, da Mina Capitão do Mato, em Nova Lima (MG). A estrutura está inoperante e com declaração de estabilidade negativa, documento que deve ser apresentado à Agência Nacional de Mineração (ANM) duas vezes ao ano: em março e em setembro. Ele deve ser elaborado por uma empresa auditora contratada pelo empreendedor e é necessário para que cada estrutura possa manter suas atividades. Na última ocasião, 18 barragens da Vale registraram declaração negativa.

Entre as estruturas que constam na lista "top 10", cinco estão com atestado de estabilidade negativo. Entre elas, as barragens Forquilha I, Forquilha II e Forquilha II, localizadas em Ouro Preto (MG). As três estão entre as estruturas que não passaram no pente-fino realizado após a tragédia de Brumadinho e tiveram seus níveis de emergência elevados para 2 ou 3, o que obriga a mineradora a realizar a evacuação de áreas que seriam atingidas no caso de uma ruptura.

Confira as barragens da Vale sem operação em Minas Gerais:

Brumadinho
1) Barragem VI, da Mina Córrego do Feijão

Nova Lima
Barragem Vargem Grande, do Complexo de Vargem Grande (em descomissionamento)

Barragem Fernandinho, do Complexo de Vargem Grande (em descomissionamento)

Barragem B3/B4, da Mina de Mar Azul (em descomissionamento)

Dique B, da Mina de Capitão do Mato

Barragem Capitão do Mato, da Mina de Capitão do Mato

Barragem 8B, da Mina de Águas Claras (em descomissionamento)

Ouro Preto
Barragem Forquilha I, do Complexo de Fábrica(em descomissionamento)

Barragem Forquilha II, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

Barragem Forquilha III, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)]

Barragem Forquilha IV, do Complexo de Fábrica

Barragem Grupo, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

Barragem Marés II, do Complexo de Fábrica

Barragem Doutor, da Mina de Timbopeba

Barragem Timbopeba, da Mina de Timbopeba

Mariana
Barragem Campo Grande, da Mina de Alegria

Itabira
Dique Cordão Nova Vista, da Mina de Cauê (em descomissionamento)

Dique Minervino, da Mina de Cauê (em descomissionamento)

Dique 02, do sistema de barragens de Pontal (em descomissionamento)

Dique 03, do sistema de barragens de Pontal (em descomissionamento)

Dique 04, do sistema de barragens de Pontal (em descomissionamento)

Dique 05, do sistema de barragens de Pontal (em descomissionamento)

Dique 1B, do Complexo Conceição (em descomissionamento)

Dique Rio do Peixe, do Complexo Conceição (em descomissionamento)

Barragem Itabiruçu, do Complexo de Itabira

Barão de Cocais
Barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco (em descomissionamento)

Barragem Sul Inferior, da Mina Gongo Soco

Sabará
Barragem Galego, da Mina Córrego do Meio

Dique da Pilha 1, da Mina Córrego do Meio (em descomissionamento)

Fonte: Agência Brasil


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