Verão requer cuidado redobrado com doenças ginecológicas

O calor intenso e os hábitos adotados durante a estação mais quente do ano favorecem a proliferação de fungos e bactérias
Saúde
Publicado em: 15/01/2019

Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e, o calor intenso, favorece o surgimento de doenças ginecológicas.

“Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. Segundo ele, essas roupas “abafam” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis ao crescimento de fungos e bactérias.

“Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

Para prevenir esses problemas, o ginecologista recomenda evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e higienizar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo.

É fundamental, ainda, buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de amigas e colegas. “No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso, a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte o médico.


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