Vicunha Têxtil se une à plataforma “A Moda Pela Água”

Como desdobramento do projeto pioneiro “Pegada Hídrica Vicunha”, empresa é a primeira tecelagem a entrar para a plataforma, que chega com o objetivo de conectar os principais players da indústria da moda em prol da gestão sustentável da água
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Sustentabilidade
Publicado em: 26/06/2019

Após percorrer o Brasil com o Movimento ECOERA em uma jornada para mapear o consumo de água no ciclo de vida de uma calça jeans através do projeto “Pegada Hídrica Vicunha”, a Vicunha Têxtil se une à plataforma“A Moda pela Água”. O apoio ao movimento tem como objetivo reforçar o compromisso da fabricante com a gestão sustentável dos recursos hídricos, compartilhar com o mercado suas práticas positivas pautadas pela redução do impacto ambiental e fortalecer a defesa da cadeia por uma moda mais responsável.

Divulgação/Pegada Hídrica Vicunha
Divulgação/Pegada Hídrica Vicunha

Idealizada pelo ECOERA e com sua curadoria, a nova plataforma dá continuidade ao projeto “Pegada Hídrica Vicunha”, que revelou de forma inédita no país um consumo hídrico de 5.196 l/calça jeans. Referência na indústria têxtil, a fabricante é a primeira tecelagem brasileira a integrar o movimento e a anunciar para o setor suas iniciativas e ações com foco na gestão hídrica. Agora, a Vicunha se torna uma “Guardiã da Água” e passa a publicar através da plataforma, de forma contínua, suas condutas em prol da causa, a gestão do recurso hídrico em sua cadeia de valor e, principalmente, de que forma se dispõe a ser um vetor de mudança no cenário atual.

“A preocupação com o uso responsável da água sempre fez parte da nossa estratégia, que engloba uma ampla plataforma de negócios sustentáveis e é pautada pelo compromisso com a gestão de recursos escassos. Ao apoiarmos a causa defendida pela ‘A Moda pela Água’, queremos colaborar para a troca de informações e para a transformação do setor, com transparência, ética e responsabilidade”, afirma Marcel Imaizumi, diretor executivo Operações, Supply Chain e Novos Negócios da Vicunha.

“A Moda Pela Água” também será um espaço para que os principais players do setor se unam e potencializem suas ações em prol de um interesse coletivo, através de um ambiente de negócios pautado pela transparência e pelo consumo consciente de recursos, o que possibilita a criação de parcerias que ofertem ao mercado da moda soluções práticas com impacto ambiental reduzido e menor desperdício de água.

Os consumidores finais também poderão participar da causa por meio de um manifesto, onde cada indivíduo se torna um agente responsável pela mudança. Por meio de newsletter e reports os consumidores cadastrados na plataforma terão acesso às informações em torno do tema e poderão participar com questionamentos, ideias e até críticas e denúncias às empresas do setor. A missão do projeto é criar um espaço de interação entre o público, de forma que todos se tornem Guardiões da Água.

“Estamos falando de um recurso vital para nossa sobrevivência. Se de um lado temos uma crise, de outro temos o excesso. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada e cada um de nós pode colaborar para que a moda se responsabilize pelo seu consumo de água”, afirma Chiara Gadaleta, expert em sustentabilidade na moda e fundadora do ECOERA.

A sustentabilidade na cadeia de valor da Vicunha

Com unidades fabris instaladas no Nordeste - região de alta vulnerabilidade social, com escassez de recursos hídricos - a fabricante é pioneira em empregar práticas positivas na indústria do jeanswear, tendo como premissa a otimização de processos e a minimização de impacto ambiental e social. Tendo a gestão hídrica como um dos principais pilares de suas práticas sustentáveis, a Vicunha possuí um plano diretor que inclui desde a pesquisa industrial em desenvolvimento de processos, produtos e equipamentos inovadores até a sensibilização sobre o uso racional em toda a cadeia e o reuso de água de seu efluente.

“A moda está sendo cobrada por sua responsabilidade na cadeia produtiva e o consumidor está cada vez mais engajado e informado e quer uma roupa que conte a história de seus impactos. O jeans é uma peça icônica, presente no guarda-roupa de todo brasileiro e nada melhor do que usarmos esse item democrático e versátil para falar de um tema urgente que é a sustentabilidade”, afirma German Alejandro, diretor executivo Comercial, Marketing e Produto da Vicunha.

Como a maior produtora mundial de índigos e brins, a Vicunha se destaca pela inovação têxtil com foco em sustentabilidade. Em seu portfólio de produtos, por exemplo, artigos com selo Eco Cycle são criados com foco na redução dos recursos necessários para sua produção. Seu desenvolvimento inclui práticas e aplicação de novas tecnologias como a reciclagem de resíduos têxteis e processos produtivos mais curtos que economizam água e energia. Classificações como Less Water e Recycle, que estão presentes em diversos artigos, utilizam técnicas que vão da economia de até 95% de água nos processos de acabamento à menor utilização de matéria-prima virgem com o uso de fibras recicladas.

“Estamos nos unindo aos players da cadeia para criar coleções jeanswear com menor impacto ambiental - oferecendo produtos que reforcem o compromisso da indústria com uma moda mais responsável - e participar de ações coletivas para disseminar informações para o mercado, conscientizar o consumidor final e reforçar a responsabilidade compartilhada do setor na causa pela água”, afirma German Alejandro.

Conheça algumas das práticas da empresa pautadas pelo uso responsável da água:

- Por ano, são captados e aproveitados 140 milhões de litros de água da chuva nas unidades do Nordeste

- 2,1 milhões de litros de água são poupados por mês com a reutilização do efluente doméstico tratado;

- 700 mil litros de água são recuperados por mês na otimização dos processos de lavagem dos filtros das ETAS;

- A tecnologia de osmose reversa é utilizada na produção de água para as caldeiras, reduzindo o desperdício deste recurso em 1,5 milhão de litros por mês;

- 6,3 milhões de litros de água são reutilizados por mês no processo de recuperação de soda cáustica voltado para a preparação dos brins;

- Além disso, a Vicunha é a única empresa têxtil do mundo a conseguir recuperar soda cáustica no processo de fabricação do índigo. Todo mês, 30 toneladas de soda deixam de ser enviadas para a estação de tratamento de efluente da empresa e 600 mil litros de água são recuperados.

Fonte: Press Pass


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